terça-feira, 1 de julho de 2014

Tríptico em produção (Parte 1)

No ano passado eu ganhei uma caneta tinteiro que estava guardada com seu antigo dono há um bom tempo. Achei o presente sensacional e, claro, assim que ganhei comecei a pensar no que fazer com ela.

Mas antes de qualquer coisa, precisei limpar o reservatório que continha um resto de tinta ressecada dentro. Quando comecei a lavar, vi que, assim como acontece com a aquarela, guache ou nanquim, a sobra de tinta ia ganhando vida quando misturada com água. Como eu não gosto de perder nada de nenhum material, peguei uma folha branca e espirrei a tinta de maneira aleatória.


Depois disso, imaginei o que poderia produzir com essa mancha e comecei a desenhar sem nenhum compromisso, cheguei ao desenho que está logo abaixo.


A imagem acima, na verdade, é apenas um molde que fiz a partir do trabalho original - que já está, inclusive, emoldurado e pendurado na parede - o que me ajudará a fazer os próximos desenhos do tríptico. O desenho finalizado eu mostrarei mais para frente.

Depois de terminada a primeira parte, comecei a esboçar com caneta esferográfica em um sketchbook o que seria a segunda parte do trabalho e alguns conceitos foram se formando na minha cabeça, bem como a melhor maneira de passá-los para o trabalho.


E, por fim, comecei a pensar na terceira imagem que comporá esta obra. Para ela, fiz dois esboços experimentando duas posições diferentes para o cabelo da personagem retratada.


Achei inicialmente que o da esquerda ficaria mais interessante, mas depois que desenhei o da direita mudei de opinião, já que ele representa melhor, visualmente, a mensagem que quero transmitir poeticamente. Mas deixarei para falar sobre isso mais para frente.