sábado, 1 de março de 2014

Carnaval

Nada melhor do que uma postagem sobre o carnaval para começar bem essa época do ano. Claro que isso não faz o menor sentido para a maioria das pessoas, mas decidi postar mesmo assim.

Como eu havia passado para os alunos a tarefa de fazer uma representação do carnaval, resolvi fazer eu mesmo essa atividade. Para tanto, não optei por materiais profissionais, mas sim, por aquele que mais comuns, de uso cotidiano, encontrado em qualquer papelaria.

"Carnaval", lápis de cor sobre sketchbook (processo).

Comecei fazendo um esboço inicial na escola e, como estava sem lápis de cor no momento, recobri as linhas com caneta esferográfica preta para dar um contraste maior.

"Carnaval", lápis de cor sobre sketchbook (processo).

Abaixo, uma foto do processo em que se observam os materiais usados, que neste caso foram apenas uma Bic preta e uma caixa de 24 lápis de cor simples da Faber-Castell.

"Carnaval", lápis de cor sobre sketchbook (processo).

Esses lápis possuem em sua composição um tipo de cera que parecem "envernizar" o papel, não deixando as cores se misturarem corretamente - algo que acontece mais fácil quando se utiliza lápis aquarelável. Assim, o segredo é começar sempre pelas cores mais claras e ir escurecendo aos poucos. Foi o que fiz para colorir a pele da personagem.

"Carnaval", lápis de cor sobre sketchbook (processo).

Não posso, contudo, mentir e dizer que foi a coisa mais fácil do mundo utilizar esse material. Alguns problemas eu nem sabia mais o que eram, como, por exemplo, o fato de apontar um lápis e a ponta quebrar dentro do apontador, coisa que não acontece com lápis profissional. A própria madeira destes lápis escolares, por ser muito dura, dificulta a obtenção de uma ponta precisa e firme. Seja como for, o resultado final foi o observado logo abaixo.

"Carnaval", lápis de cor sobre sketchbook, 2014.

Eu reservei um sketchbook antigo que estava a muito tempo parado para fazer unicamente os trabalhos que os alunos fazem na escola. Sei que nem sempre conseguirei acompanhá-los em todas as atividades, já que tenho outros afazeres fora da escola, mas acredito ser um incentivo para que eles vejam que é possível fazer um trabalho no mínimo razoável sem necessariamente usar materiais caros. O que realmente é necessário é ter boa vontade, paciência e dedicação.

O que aprendi nesses anos de experiência é que um bom artista sempre fará trabalhos bons, mesmo utilizando uma caneta velha sobre um saco de pão. Vamos, então, trabalhar com o que temos e não desistir enquanto não estivermos satisfeitos com o resultado.