domingo, 5 de janeiro de 2014

Começando (não) pelo que está faltando

Antes de iniciar, de fato, com as postagens, dei uma olhada nos trabalhos anteriores (apenas para confirmar) e vi que algumas postagens não estão finalizadas, já que foram divididas em mais de uma parte para que não ficassem grandes demais. Sendo assim, começo já pedindo desculpas pela demora em finalizá-las, deixando já claro que elas terão, sim, uma conclusão. Só não quis começar continuando uma postagem de tanto tempo atrás porque, como citei na postagem de reinauguração do blog, um ano novo com um blog novo merece ser aberto com trabalhos novos.

E para abrir os trabalhos aqui na casa, começo com minha primeira experiência com meu novo material (que já nem é tão novo assim), o lápis de cor Prismalo, da Caran d'Ache. Esse é um material importado que pode ser achado no Brasil, principalmente em lojas virtuais, mas que, no meu caso, veio de fora. Os lápis são feitos em madeira de cedro de altíssima qualidade e as minas possuem uma pigmentação que eu nunca tinha experimentado, com cores extremamente vivas e vibrantes, o que me faz indicar fortemente o material para quem quer dar um tratamento profissional aos seus desenhos.

Assim que minha encomenda chegou, foi logo procurar onde experimentar sem pensar muito no que fazer. Resolvi testar em um moleskine aquarelável e acabei sofrendo um pouco por conta da rugosidade do papel (algo perceptível quando se observam os pontinhos brancos na imagem), mas nada que atrapalhasse a minha empolgação. Inclusive, foi esta empolgação que não me deixou registrar um passo a passo do trabalho mostrado, já que eu comecei em uma noite e terminei no dia seguinte, quase sem parar.

"Açougueiro", lápis de cor aquarelável
sobre sketchbook, 2013.

O tema, como de costume, foi o grotesco, com sangue para todos os lados - um motivo a mais para eu testar os vermelhos, cor que mais uso em meus trabalhos. Mas, por incrível que pareça, eu até que achei bem apessoado esse açougueiro com os antebraços do tamanho de um pernil.

Eu já testei o mesmo material em papeis de texturas e cores diferentes, e o resultado foi tão impressionante que é difícil descrever só com palavras. Mas isso já é assunto para uma próxima postagem.