terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Autorretrato

Depois de cultivar uma barba respeitável no meio do ano passado, daquelas que te deixam mais charmoso, dão mais força e ajudam a cortar lenha melhor quando se põe uma camisa xadrez, eu resolvi, antes de dar aquela aparada, fazer um autorretrato. Diferente dos moldes clássicos em que os artistas ficavam horas na frente do espelho, eu preferi usar a tecnologia tirando uma foto de mim mesmo para me observar - apesar de já conhecer o meu rosto há alguns anos (¬¬).
O resultado foi o autorretrato que ocupa atualmente o meu perfil do blog e das demais redes sociais.

Eu comecei com um desenho básico com lápis 2h, o que geralmente eu uso quando vou pintar com aquarela, já que um lápis mais macio, que deposita muito grafite no papel atrapalha no momento da pintura se misturando com a tinta.

"Autorretrato", processo - esboço inicial 
em grafite.

O segundo passo foi a pintura da parte escura da imagem, basicamente a pelagem e as sombras.

"Autorretrato", processo - pintura inicial 
em guache.

Em seguida, passei para o tom de pele. Geralmente eu o faço em várias camadas, começando das mais claras para as mais escuras. Mas ultimamente estou ficando um pouco mais rápido neste ponto, diminuindo as camadas e melhorando o resultado final.

"Autorretrato", processo - tom de pele 
em aquarela.

E, por fim, pintei o fundo como de costume, utilizando a técnica clássica da aquarela, molhando o papel e deixando que a tinta siga seu caminho por onde achar melhor, sem as intempéries do tempo ou a ação do homem para mudar o curso natural das coisas. (Sim, pintura é filosofia pura.)

"Autorretrato", aquarela e guache sobre 
moleskine, 2013.

Apesar de ter sido pintado sobre um moleskine, ou seja, sobre um espaço não muito grande, tentei me ater aos pequenos detalhes. É claro que o objetivo não foi o de conseguir algo extremamente naturalista, mas com certa dedicação nos locais certos é possível chegar a um bom resultado.

"Autorretrato", aquarela e guache sobre moleskine - detalhe.