domingo, 6 de maio de 2012

Mais um corte facial

Mais um processo de descorticação facial, um estudo “de verdade”, como eu disse em outra postagem.

Comecei com um esquema rápido dentro do ônibus para delimitar a estrutura do rosto, assim como o local da descorticação. Optei por trabalhar com um corte irregular e assimétrico para testar mais uma possibilidade e encontrar novos meios de representação.


Já em um local mais calmo, iniciei um sombreado rápido com hachuras cruzadas, sem muitos detalhes ou traços precisos. Desenhei também o cabelo enfatizando o volume para contrapor a região da cabeça sem pele. Achei muito estranho, ou seja, muito bom para o desenho.


Ainda fora do “quarteliê”, mas não no mesmo dia, terminei o sombreado do rosto com bastante contraste. Focando na região ocular, a ideia era expressar o inexpressável, um olhar frio e distante, sem sentimento. O diferencial está realmente no cabelo, que demonstra uma personalidade sedutora que não acompanha o resto da imagem.


Por fim, com auxilio de um atlas de anatomia, terminei o desenho colocando os músculos do rosto, ao contrário de alguns outros estudos em que eu preferi representar os ossos.


Apesar de as cores fazerem muita falta em um caso como este, o grafite era o mais indicado para o modo como o trabalho foi feito. Ele é prático, não faz sujeira, não ocupa muito espaço na mochila, e caso aconteça algum problema – de cair dentro do ônibus, por exemplo –, não custa tão caro assim. Por isso, não importa quantos bons materiais existam, ter um velho e bom lápis sempre a mão é imprescindível.