sábado, 31 de março de 2012

Não adianta reclamar

"Sem título", lápis de cor sobre sketchbook, 2011.

Mais um desenho daqueles que surgem no meio da rua.
Comecei na parada de ônibus, continuei no balanço do buzão, parei algumas horas.
Voltei ao ponto, tirei o lápis de cor solitário do bolso, rabisquei mais um pouco, desenhei novamente no baú, cheguei em casa e deixei o trabalho parado por uns dias.
Retomei agora a pouco e, depois de alguns minutos, finalizei-o.

O tempo de espera no ponto de ônibus aqui em Brasília, assim como o tempo perdido no coletivo, pode ser muito grande. Então é melhor reclamar menos e ocupar mais a mente. Uns usam as palavras cruzadas ou o sudoku, outros preferem ler, algo que fiz por muito tempo. Entretanto, atualmente os desenhos rápidos e sem traços precisos têm sido uma boa forma de viajar (no meu mundo, claro). Tanto que, por incrível que pareça, algumas vezes eu já cheguei a pensar: "putz, já tô chegando? Não acredito que vou ter que parar o desenho logo agora!".

Enfim, como diz o ditado: você é o que você faz, e não o que você diz. E o que estou fazendo agora está no papel... e aqui no blog também.