sábado, 24 de março de 2012

E o salário, ó!

Meus heróis não morreram de overdose. Pelo menos não todos eles.

"E o salário, ó!", aquarela e nanquim
sobre moleskine, 2011.

Assistindo a um jornal ontem à noite, eu me surpreendi com a notícia da morte de Chico Anysio. Para mim, independente do que a mídia sensacionalista – que na maioria das vezes só está interessada em audiência – fala, o fato repercutiu na minha cabeça de uma maneira saudosista.

Algumas coisas do dia a dia me lembram muito de uma época distante, um passado que pouco a pouco se torna difuso e esquecido em minha vida. Eu, infelizmente, tenho poucas lembranças de meu pai, já que o nosso contato foi cortado logo cedo. Mas algumas situações, algumas músicas, alguns programas de televisão e/ou alguns artistas trazem sempre uma ou outra recordação feliz de minha infância ao seu lado. Mas como o tempo não anda só para mim, “a indesejada das gentes” mais cedo ou mais tarde bate a nossa porta. E dessa vez foi na do velho Chico. Fazer o quê, né?

Hoje decidi fazer uma caricatura para homenageá-lo – não é o meu forte, mas eu tentei assim mesmo. Ou poderia ser para homenagear outra época, outras pessoas, outros mundos... Enfim, a gente cresce, as coisas mudam. A única que permanece a mesma é aquela tão pronunciada pelo professor Raimundo...