sábado, 25 de fevereiro de 2012

Oz

Depois de ver uma edição pop-up – sensacional, diga-se de passagem – do Mágico de Oz que meu sobrinho ganhou no seu aniversário, fiquei tão extasiado que quase roubei o livro para mim. Mas como era meu sobrinho, eu acabei ficando com dó de tirar pirulito de criança.

Enquanto folheava o livro, eu comecei, sem muitas pretensões, a desenhar os personagens da história no sketchbook de bolso e, quando percebi, já estava levando o desenho mais a sério do que imaginei. Assim, resolvi trabalhar melhor o esboço inicial em casa e o concluí agora a pouco.

"Oz", grafite sobre sketchbook, 2011.

Como o desenho é muito pequeno, resolvi trabalhar com lapiseira 0,3 para acrescentar muitos detalhes. Por isso, apesar de ser um sketchbook de “passeio” e de esboços, passei de 3 a 4 horas trabalhando nesta imagem. Para se ter uma ideia melhor, basta observar a foto abaixo.


Como gosto cada vez mais de utilizar meus cadernos para trabalhos definitivos, não me senti, de maneira nenhuma, desestimulado com o formato reduzido, pois acredito que um desenho pequeno – assim como acontece muito com a gravura em metal que é, geralmente, pequena – chama o olhar do observador e o traz para mais perto do trabalho, criando uma intimidade e evitando o olhar rápido que enxerga tudo, mas nada vê.

Claro que eu não pude evitar e deixei o desenho bem aos meus moldes, meio bizarro e sem muitas frescuras. O problema é que, analisando melhor, os personagens não parecem do Mágico de Oz, mas sim, da série Oz da HBO. Para quem não conhece, Oz mostra o cotidiano de uma prisão americana de segurança máxima bem no estilo “sexo, drogas, muita violência e rock and roll”... Neste caso, o Homem de Lata, que está com um braço arrancado, o Espantalho, com cara de maníaco e o Leão (nada covarde), com a cara de “ai se eu te pego”, só indicam uma coisa: esta Dorothy vai rodar logo logo...