sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Em processo: voltando às origens (parte 2)

Continuando a mostrar o processo de produção da minha primeira xilogravura que está, atualmente, quase concluída.

Primeiramente, uma foto da matriz depois de gravada. Aqui, diferente da postagem anterior, já se percebe claramente as áreas que receberam a tinta a que será transferida no momento da impressão. Neste caso, a matriz já foi usada para fazer uma cópia apenas de teste e, por isso, percebe-se o preto chapado que se contrapõe ao “branco” da madeira.


No detalhe ampliado logo abaixo, é possível notar e entender com maior clareza o processo de gravação. A parte da madeira entintada em preto é exatamente a que não foi alterada desde o início do processo de gravação. Em contrapartida, os locais em que se pode ver a madeira foram os trabalhados com as goivas, tanto que eles estão mais fundos e, por isso, o rolo usado para a impressão não transferiu a tinta.
O detalhe é interessante também para perceber os veios da madeira. Alguns deles são tão evidentes que mesmo sem querer eles acabam sendo impressos.


E, por fim, a primeira cópia impressa em papel de arroz, o mais utilizado para a impressão de gravura em madeira.


Ela é chamada de Prova de Estado (P.E.) e serve justamente para que o gravador perceba se a matriz está pronta para ser impressa definitivamente ou se ainda precisa de algum retoque.
Neste caso, eu percebi alguns erros que já corrigi na matriz mostrada, mas sei que ainda falta muita prática para que eu chegue a um resultado mais próximo do meu desenho.

Resumindo: vamos trabalhar!