sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sketch no metrô

Essa semana precisei andar de metrô e como consegui a proeza de ir sentado (sem precisar deixar nenhuma tiazinha de pé), acabei fazendo um sketch rápido de dentro do vagão. Claro, não preciso nem dizer que a hora e o sentido do trem ajudaram muito, já que no horário de rush, se eu conseguisse ir sentado - o que já seria um milagre! - de tão cheio, desenhar seria impossível (a não ser que eu quisesse esquematizar a barriga de alguém).

Coloquei aqui três etapas diferentes para que se veja que é possível fazer um trabalho legal mesmo que o ambiente não seja muito favorável. Neste caso, foi o metrô, mas poderia ser também um ônibus, um carro ou um lugar público muito congestionado.

Este primeiro desenho, foi feito apenas dentro do vagão.


Depois, já em casa, cobri as linhas com caneta nanquim e adicionei alguns detalhes que tinham no ambiente e outros que imaginei para melhorar a composição.


Por último, colori a ilustração com caneta colorida. Em algumas partes fiz questão de colocar as mesmas cores do ambiente. Em outras, como não lembrava mais do que algumas pessoas usavam, por exemplo, coloquei cores mais aleatórias.


É obvio que a imagem ficou bastante estilizada, mas minha intenção não era nada além disso - mesmo porque ela foi feita no meu menor caderno, ou seja, tem apenas 10,5 x 5,5 cm. Eu não quis representar as coisas de maneira tão simétrica e proporcional como em uma foto. Quis apenas registrar aquele momento de uma maneira que sei que ao olhar o desenho novamente, lembrarei exatamente daquele dia.

Este é um recurso muito usado por artistas, ilustradores, designers ou arquitetos para fazer trabalhos 'sérios': partir de um esboço de poucos minutos e passá-lo a limpo em outro suporte, reduzindo, ampliando ou até escaneando a imagem para trabalhá-la com softwares digitais.

Meu próximo desafio e desenhar na garupa de uma moto para ver o resultado.
É sacanagem, claro. Mas se as coisas continuarem como estão, em breve até os motoqueiros ficarão parados no trânsito. Aí, sim, não será nada impossível...