sábado, 5 de março de 2011

Roots

Geralmente eu não exponho muitas fotos por aqui (até devo fazer isso mais vezes), mas achei que essas aqui mereciam um post.


Desde criança sou fascinado pelo modo como as coisas funcionam. Quando ganhava um brinquedo, muitas vezes achava mais interessante saber como ele funcionava do que brincar com o mesmo. A estrutura interna das coisas me garantiam horas de diversão. Não por acaso, cansei de desmontar as coisas - não apenas brinquedos, para minha infelicidade - e não conseguir montar de volta... Creio que o meu interesse por anatomia veio - também - daí.

Ao me deparar com essa árvore fiquei muito impressionado. Com as raízes totalmente expostas, era possível observar o que não se percebe, o que fica sob da terra, o que a sustenta. Incrivelmente, a árvore estava fincada nas rochas, sem nenhuma aparente presença de algo menos rígido, menos maciço, como nos solos em que geralmente as vemos.


Fiquei me perguntando quantas dezenas - talvez até centenas - de anos ela demorou para conseguir se fixar ali; em quanto tempo a natureza leva para fazer coisas tão perfeitas, tão belas; e, acima de tudo, quanto tempo o homem leva para destruir tudo isso.


Na natureza, tudo se encontra em perfeita harmonia. Não há nada de orgânico ou inorgânico isolado, que não se comunique com o ambiente em que se encontra. Tudo surge e desaparece acontece ao longo do tempo como algo natural, espontâneo e não agressivo.

A lei do mais forte, que é uma teoria para explicar a ação de predador/presa em seu habitat natural, é, a meu ver, apenas uma justificativa para a ação corrosiva da única espécie existente que destrói o seu meio e a si própria...