segunda-feira, 14 de março de 2011

Reciclando

Bom, se a ideia do momento é reciclar e/ou reaproveitar as coisas, resolvi fazer uma boa ação para o planeta.

Na verdade, eu já havia feito isso com a escultura Sopro Divino, já postada aqui no blog, em que boa parte da sucata utilizada foi encontrada no lixo. Tudo bem que virei motivo de piada entre os amigos que queriam me empurrar tudo o que é lixo que eles encontravam pela rua, mas foi uma experiência muito boa.

O mais interessante de se partir de uma estrutura diferente que é o oposto do que estamos acostumados, diferente do fundo branco do papel ou da tela, é conseguir aliar a sua proposta com algo que já existe. Neste caso, uma embalagem de um presente que recebi em janeiro com o fundo vermelho com manchas pretas foi o background ideal para o tipo de trabalho que venho desenvolvendo.

Mesmo sendo um desenho mais esboçado, o pano de fundo que remete às vísceras (e essa é apenas uma interpretação pessoal) me chamou atenção e eu não queria deixar de (re)aproveitá-lo.

"Sem título", carvão, pastel e sanguínea
sobre papel de presente, 2011.

Na visão do professor de ilustração científica que tive, Marcos Antônio, "a economia é a base da porcaria!". E de fato, o material usado deve ser sempre de qualidade, pois nunca se sabe quando um trabalho iniciado sem grandes expectativas pode virar uma obra de arte. Mas como a proposta aqui é outra, não me preocupei com a durabilidade do material e, tão pouco, com o seu resultado como uma obra artística. A ideia era experimentar e deixar a imaginação viajar sem a preocupação que muitas vezes atrapalham as pessoas que desenham ou que tentam desenhar: a de fazer algo que agrade aos outros.

"Sem título", carvão, pastel e sanguínea
sobre papel de presente, 2011.